Ainda segundo a pesquisa, na terceira edição em 2011, o Centro-Oeste do país liderava o número de leitores por região com 53%. Nesta última edição, o melhor percentual passou a ser o da região Sudeste, com 61%. O primeiro lugar no quesito número de livros lidos (inteiro ou em partes) por habitantes nos últimos três meses também ficou com a região Sudeste, com 2,98 - índice que ultrapassa a média nacional de 2,54.
Segundo Luís Otávio Oliveira, proprietário do Sebo Casarão, localizado no centro de Campinas, apesar de toda recessão que o país tem vivido, a venda de livros se manteve estável e em muitos casos, cresceu, principalmente diante de todo esse processo político que vem acontecendo “Depois do impeachment, percebemos que a venda de livros físicos aumentou. ”
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| Luís Otávio, um dos proprietários do Sebo Casarão (Foto: Arquivo Pessoal) |
Luís ressaltou que devido a toda avalanche política pela qual o país tem passado, a procura por livros de História tem sido maior.
O comerciante conta que temeu muito o surgimento dos e-books “Quando eles surgiram, pensei que o papel iria acabar. Afinal de contas, além dos sebos, eles também são uma opção, porque muitas vezes disponibiliza os livros gratuitamente. Mas fui surpreendido: a venda de livros físicos deu uma alavancada.” Segundo ele, um dos motivos para esse aumento, foi o conforto na hora da leitura.” Muitas vezes, lendo um livro pela internet, o leitor se distraí com facilidade, além da tela cansar bastante a visão”.
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| O Sebo possui mais de 48 mil exemplares disponíveis, dos mais variados gêneros (Foto: Bárbara Cintra) |
As preocupações não acabaram por aí. Luís ainda disse ainda que diante da situação política que o Brasil se encontra, fazer com que o leitor não se sinta lesado de alguma maneira, se colocar no lugar de quem compra também faz com que as vendas seja maiores.


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