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18/12/2015

Para todos os garotos que já amei, Jenny Han

Lara Jean é uma garota que está entrando na adolescência e gosta de guardar coisas - confesso que me senti muito parecida com a personagem nesse quesito - como cartas de amor. Mas não essas cartas que de vez em quando a gente recebe de algum admirador secreto. São cartas que ela mesma escreveu para todos os garotos por quais já se apaixonou. Cinco no total.

"De todas as coisas que guarda, acho que posso afirmar que as cartas de amor são meus bens mais preciosos. Guardo - as em uma caixa de chapéu azul petróleo, que minha mãe comprou para mim em um brechó no Centro. Não são cartas que outra pessoa escreveu para mim; não tenho nenhuma assim. São cartas que eu escrevi. Uma para cada garoto que já amei - cinco ao todo."

Lara nunca enviou as cartas para nenhum dos destinatários. Ela simplesmente escreve para matar todo esse sentimento que guarda dentro de si.

"Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam."

Mas de uma forma misteriosa, todas as cartas são enviadas para os cinco garotos. E aí começa uma confusão danada na vida de Lara Jean.


O mais interessante do desenrolar da história é que não é contado apenas os embaraços amorosos em que a personagem se mete após as cartas serem entregues - ela se envolve em um relacionamento de mentira com um desses garotos - , mas também conta da relação dela com a família, principalmente com a irmã mais velha, Margot, que passa em uma faculdade em outro estado e precisa ficar longe de casa logo no início da trama, fazendo com que Lara tenha que se adaptar a nova responsabilidade de cuidar da irmã mais nova, Kitty.

"Existe um tipo específico de briga que só se pode ter com uma irmã. É o tipo em que se dizem coisas e não dá para voltar atrás. Você diz porque não consegue evitar, porque está com tanta raiva que tudo sobe pela garganta e saí pelos olhos; você está com tanta raiva que não consegue enxergar direito. Vê tudo vermelho."

A narrativa é bem leve e tranquila. Se você é o tipo de pessoa que gosta de romance e humor, esse é o livro certo!

Verdade seja dita: se eu contar muito do livro, eu vou acabar dando spoiller, então eu aconselho vocês a lerem. Não vão se arrepender! E pra quem se interessou, foi divulgada a data de lançamento da continuação dessa história "PS: Ainda amo você": 11 de janeiro de 2016! (Eu acho que vou ficar pobre, apenas)


Como eu citei acima, me identifiquei muito com a Lara, porque eu também sou do tipo de pessoa que se sente mais aliviada escrevendo cartas para os caras que já amei. No site do livro (Clique Aqui) você também pode escrever sua carta e até imprimir os papéis e escrever sua carta á mão. Os papéis de carta são lindos! Vou compartilhar a minha carta com vocês. Fiz uma carta para todos, todinhos os garotos que já amei. Inclusive o que estou amando atualmente.

Para todos que já partiram meu coração, | Para todos os garotos que já amei

03/12/2015

Samanta Galvão: espionando os segredos da escritora

Em um sábado a tarde, eu e mais três amigos nos reunimos em uma cafeteria aqui da cidade pra entrevistar uma jovem escritora. Consegui o contato dela através da Fã Page do livro. Trocamos muita ideia antes mesmo de marcar a entrevista - o que é que a tecnologia não nos proporciona hoje em dia? – e logo de cara percebi que eu não tinha ganhado só mais uma nova entrevistada, mas sim uma amiga. 

Samanta Galvão tem apenas 21 anos e lançou recentemente seu primeiro livro “Uma grande espiã” (Em breve a gente solta a resenha do livro por aqui!) O bate papo foi muito descontraído, com direito a muitas risadas e muita comida boa! Samanta é uma pessoa muito alegre e contagia todo mundo com sua simpatia e simplicidade. Confira abaixo a entrevista que a gente realizou! 

Caixinha: De onde surgiu sua paixão pela escrita? 
Samanta: Acho que foi quando eu comecei a ler igual louca com meus quinze anos e não tinha livros suficientes pra ler, ou aquelas histórias que tinham eu não gostava e aí eu comecei a criar uma própria história. 
Caixinha: Alguém de dentro da sua casa te incentivou a ler e escrever? 
Samanta: Minha tia, ela era a única na minha casa que lia, pelo menos eu não via mais ninguém da família lendo. Foi minha tia que deu nome pra mim, inspirado em uma personagem de um livro...
Caixinha: E como foi o processo de produção do livro? 
Samanta: Como eu não o escrevia todos os dias ficava até um mês sem escrever...Demorou dois anos pra ele ficar pronto. 
Fui pra uma entrevista e ganhei uma amiga!
Caixinha: Como conseguiu a parceria com a editora Giostri pra publica – lo? 
Samanta: Não foi difícil, eu só precisava encontrar a pessoa certa pra conversar sobre. No ano retrasado eu fui a um evento literário em Campinas. Nesse dia, conversei bastante com duas escritoras sobre parcerias com editoras e tudo o mais. Mandei pra duas editoras e as duas aceitaram a ideia do livro, mas a Giostri era mais em conta. 
Caixinha: Você escreve “Fanfics” né? Isso foi uma das coisas que te inspirou a escrever o livro? 
Samanta: Sim. E tinha bastante acesso até. As pessoas ficavam enlouquecidas, pedindo continuação das histórias e isso me deu um gás enorme. Foi aí que caiu a minha ficha de que eu realmente gostava de escrever. O mais gostoso era receber essas respostas das pessoas. 
Caixinha: Tem gente pedindo a continuação desse seu primeiro livro? 
Samanta: Tem. Na verdade eu não sabia como terminar o livro. Porque é sempre assim, ou você não sabe começa, ou começa e não sabe como terminar. Quando eu terminei de escrever eu me dei conta que ia ter que ter uma continuação. Eu quero uma coisa maior, então vai demorar mais tempo. 

“Uma grande Espiã” pode ser adquirido diretamente com a autora pela Fã Page (Clique Aqui), na banca do Supermercado Antonelli e pelo site da editora Giostri (Clique Aqui). O custo é de R$ 35.

28/10/2015

Dá série: Vocês precisam ler esse livro!

Como comentei com vocês, eu iria trazer novas resenhas pro nosso espaço! Então, decidi recomeçar com um livro incrível que eu ganhei do meu primo nesse último fim de semana e acreditem se quiserem, eu li em dois dias! DOIS DIAS! 

Poucas pessoas sabem, mas sou completamente apaixonada pela Isabela Freitas, autora de "Não se apega não", seu primeiro livro com mais de 300mil exemplares vendidos! Na época em que li esse primeiro livro dela, levei um verdadeiro tapa na cara, se assim eu posso dizer. Eu estava em um momento muito complicado da minha vida amorosa e confesso que ler nesse período, foi a melhor coisa que fiz.

Pois bem. Com "Não se iluda não" foi a mesma coisa! No livro, Isa continua com as histórias engraçadas, que fazem você se pegar pensando "Essa menina é maluca e realmente, não tem muita sorte com relacionamentos" e sinceramente? Me identifico com ela! Mas, uma coisa que eu achei muito bacana nesse livro, foi ela ter contado do sonho de se tornar escritora. Quando Isabela toca nesse assunto dos sonhos, de nós corremos atrás do que realmente faz nosso coração bater mais forte, daquilo que a gente acredita e que não podemos deixar que o mundo lá fora acabe com isso...Tive a sensação dela estar falando diretamente comigo! 


"É disso que o mundo está precisando. Quem não acredita se tranca dentro de si, repele pessoas, sentimentos e oportunidades. Portão fechado não é convite para novidades. E, neste mundo de ilusões, quem consegue ser lúcido o suficiente para continuar em busca do seu pedacinho de realidade... é realmente feliz."

Achei muito bacana quando ela também reflete sobre o passado. Sobre a força que o passado tem de dizer sobre como somos hoje e como poderemos ser daqui alguns anos.

"O passado diz muito sobre quem somos e sobre o que podemos nos tornar. Seria ultrajante dizer que o passado nos molda, mas ele revela mais do que as palavras são capazes de expressar. Quando conheço uma pessoa, logo me fascino pelo o que ela já viveu, por quais terras viajou, por suas paixões de colegial e pelo que pedia de Natal para seus pais. Sou curiosa, confesso, mas minha curiosidade vem aliada ao interesse. Se não me interesso pela pessoa, não fico nem aí para descobrir sua cor favorita ou seu time do futebol (...) Então, não veja meu interesse como bisbilhotice. É que eu gosto de transformar interrogações em certezas e, principalmente , em admiração (...) Não importa a cor do seu passado: escura, pálida ou vibrante. Ele é fascinante de qualquer forma, de qualquer jeito, contado ao pé do ouvido ou berrado em meio a gritos sufocantes. Porque admitir o passado em voz alta requer coragem, e mesmo que você me conte a pior das histórias, vou te admirar por isso. Novamente, do mesmo modo que o passado é capaz de moldar quem você pode ser, ele é capaz de ditar tudo aquilo que você não quer ser."

E se querem saber, sim, eu me senti sentada em uma cafeteria batendo um belo papo com a "Bebela" (porque sinceramente, eu sonho em conhecer essa mulher maravilhosa um dia) sobre amizade, passado, relacionamentos, sonhos... Sobre tudo isso e mais um pouco que ela aborda no livro. Se eu pudesse dar um conselho a todo mundo, eu diria: leiam esses dois livros dela. Não vão se arrepender!

Pra quem é tão fã da Isabela quanto eu, fiquem atentos no "Fantástico". Vai começar a passar uma série sobre o primeiro livro. Eu não vou perder! <3

09/10/2015

Setembro: Um mês pra não ser esquecido

Sei que eu ando bem ausente aqui do blog, mas é tudo por uma boa causa! Faculdade tá correria, tenho colocado minhas leituras em dia - logo eu trago novas resenhas pra vocês - e preparando muitas ideias bacanas pro nosso espaço.

Gostaria de dividir com vocês um momento especial que vivi no mês de Setembro. Pra quem não sabe, eu faço aniversário nesse mês e esse ano, completei minhas 23 primaveras. Meus pais e meus amigos prepararam uma surpresa muito especial pra mim. E é sobre isso que eu gostaria de contar.

No último dia 26, meus pais e eu combinamos de fazer uma festinha pra comemorar meu aniversário, do meu padrinho e do meu avô que também fazem aniversário no mesmo mês. Tudo bem, eu topei, embora não tivesse com tanta vontade de festejar alguma coisa - nessa mesma data teria um show da minha dupla preferida em Jundiaí, eu queria ter ido, mas meus pais acharam melhor não - e ficou por assim mesmo, convidei alguns poucos amigos e o resto da família. Meus irmãos haviam comentado comigo que combinaram com dois colegas da faculdade pra cantarem na festa. Ok, eu acreditei. Mal sabia eu...

O sábado já começou com muitas emoções. Recebi uma cesta de café da manhã do Trio Arena - que é formado pelo Diego, Éric e Ucla - , eles são aqui da minha cidade. Acompanho - os tem cinco anos. Eles ainda não são famosos, mas sei que em breve conquistarão o espaço que merecem! Sou muito fã deles, vou em todos os shows que eles realizam na cidade e já até fui pra outros lugares atrás deles. Jamais imaginei que eu fosse ganhar um presente assim, junto veio um cartão fofíssimo falando que infelizmente eles não poderiam estar na festa por conta de um outro show - eu os convidei uma semana antes - e vocês devem imaginar como eu chorei...
Look da festa
Meus padrinhos me enrolaram, eu estava super preocupada com o atraso. Mas a causa era muito boa! Quando eu cheguei em casa, todo mundo já estava lá. E o Trio mais lindo, mais amado, mais humilde que já conheci em toda minha vida, me recebeu cantando "Domingo de Manhã". Sim, meu pai fez a loucura de ir atrás deles para que tocassem na minha festa de aniversário. Foi o presente deles pra mim!

Melhor Trio, melhor equipe! (Da esquerda pra direita: Felipe, Kaique, Ucla, Diego, Eu, Gustavo, Eric, Douglas)
Eu realmente não acreditei: Quando meus olhos se encontram com os de Dante, corri pro abraço mais apertado do mundo!

Até filmaram! Foi lindo, lindo. Todo mundo estava emocionado, até meu irmão chorou! Diego - eu o chamo de Dante, porque em latim significa eterno, algo que é pra sempre - ficou muito emocionado e também não conseguiu segurar as lágrimas. Nunca vi Dante chorar na minha vida, foi a primeira vez. (Não consegui carregar o vídeo aqui pra vocês, mas...)

Sei que nunca vou esquecer esse dia. Todo mundo me enganou direitinho - inclusive as namoradas dos meninos do Trio - , não desconfiei de absolutamente nada! Pra felicidade ficar completa, só faltou a minha melhor amiga que mora em São Paulo estar junto comigo. Pena que ela já tinha um outro compromisso na mesma data :'(

Vou deixar aqui mais alguns cliques, as fotos ficaram lindas!

Namoradas dos meninos do Trio - elas são madrinhas do Fã Clube que eu tenho pra eles - Patrícia, Aymêê e Mirella

Família é base quando falta o chão!

Casal maravilhoso: Éric & Mirella ♥
Uma foto que sempre sonhei ter: Meu Trio maravilhoso comigo e meus pais ♥

Amigos de longa data ♥ (Da esquerda pra direita: Eduardo, Eu, Amanda, Luiz Gustavo e Halê)

17/08/2015

Os mistérios de Suicidas

Henry David Thoreau elaborou uma frase, com a qual concordo plenamente. Deparei-me com ela no filme: Into de Wild, ou, em português, Na natureza selvagem. A oração dizia: “A felicidade só é real quando compartilhada”.
Foi desta forma que nos conhecemos, dentro de um ônibus, na volta cotidiana de Campinas à Itapira, que iniciamos compartilhar a cada um pouco de nossas vidas, e criando uma linda amizade! Desde conversa, trocamos conhecimentos musicais (fui “laçado” pelas cordas de viola e violão do sertanejo, som popular e cultural da cidade).
Bárbara, 23 anos, cursando jornalismo, fã assídua de sertanejo despertou em mim algo que sempre esteve presente, porém pouco manifesto: o gosto pela literatura! Trocamos contatos, e em alguns dias depois estávamos conversando dentro de uma cafeteria sobre tudo!
Nesta noite, realizamos aquilo que Thoreau dissera e que expus anteriormente de novo, mas desta vez fora em forma escrita: Bárbara compartilhou seu livro autografado pelo autor Raphael, Suicidas; em troca, compartilhei um grande presente ganho de uma amiga, Jogando Xadrez com os Anjos!


Como gosto de livros que despertam o interesse por seu suspense e a necessidade de utilizar o cérebro para desvendar os mistérios presentes nele, além daqueles que abordam uma realidade social de modo diferente da de costume, gostei muito da leitura de Suicidas (como fora o livro que li mais rápido em toda minha vida). Para quem gosta de um romance policial, é uma dica, não, melhor, um conselho: largue a página do seu facebook, esqueça seu whats e leia. Garanto que não irão se arrepender!
De modo inédito (como anunciou a fofa da Bárbara), deixarei um breve resumo de como é o livro e a história contida nele. Aproveitem!

Escrever
Um livro, mas pra quê?
Se no Brasil quase ninguém lê...
Esse era o dilema de Alessandro,
Dia a dia anotando
Tudo que ele via
Tudo que dizia
Ele e seus amigos
Até papo com inimigos
Feitos na jogatina
Dois homens e uma menina
Uma tragédia
Uma nova sina
Que mudou uma vida
De um amigo
De infância
Que vivia na discrepância
Um médio, outro rico
Bolaram um plano
Um perigo
Eram oito
Foram nove amigos
Sua vida no gatilho
Seu amigo
Pai de dois filhos
Duas mulheres no caminho
Juntos nesse impe cílio
Relação sexual
Revelou o amor homossexual
Fim do rosto, de um cílio
A vida por um tiro
Em troca de um livro.

11/08/2015

O livro que todo mundo deveria ler.

Tudo começou dentro de um ônibus. Durante o primeiro semestre desse 2015, eu precisei frequentar algumas aulas no período contrário ao meu turno (faço faculdade pela manhã) e foi lá que eu conheci o Samuel. 

Ele cursa Ciências Sociais, tem 19 anos e entre uma conversa e outra, descobrimos que temos mais em comum do que imaginávamos: Samuel é tão apaixonado por literatura quanto eu.

O semestre acabou, mas quem disse que a amizade precisava acabar? Trocamos nossos números de telefone, redes sociais e continuamos a trocar ideias sobre livros, música (descobri que tenho uma queda enorme por samba / pagode gente! Em outro post conto pra vocês a respeito) e mais do que isso: sobre como fazer a diferença na vida das pessoas.

Sugeri então que mais do que simplesmente trocar ideias sobre literatura, que a gente descobrisse mais um do outro. Decidimos trocar livros. Acho que quando lemos algo que um colega gosta, a gente acaba desvendando um pouco do que ele é, enfim.

Fiquei perdida em meus pensamentos sobre qual livro eu emprestaria ao Samuel. Queria algo que também agradasse a ele. Pensei, repensei... E cheguei a conclusão de que ele tinha que ler "Suicídas", do meu escritor brasileiro preferido: Raphael Montes. Sem jogar confetes, mas esse cara é genial gente! Com 17 anos - sim, novinho de tudo assim - ele escreveu essa história, que em breve,  o Samuel irá contar pra vocês aqui ( já adianto que será de uma maneira inusitada). E ele? Ele me emprestou um livro tão fantástico quanto esse do Raphael. Escrito por Fabiane Ribeiro, o livro se chama "Jogando Xadrez com os Anjos"

Ressalto que, mais surpresa com a história, fiquei com o poema que o Samuel gentilmente escreveu para mim no dia em que fomos a uma cafeteria recém inaugurada aqui da cidade trocar nossos livros. Samuel participa do Varal de Poesias aqui de Itapira, que nesse ano completou - se uma década de existência. Recentemente, eles lançaram o livro ( e é claro que eu marquei presença e até ganhei um exemplar autografado!)

"A vida é como um jogo de xadrez: ás vezes você ganha, ás vezes você perde." (Foto: Bárbara Cintra)
Anny, é uma garotinha que tem todo conforto do mundo, mas não o que é essencial na vida de uma criança: a presença dos pais. Esses trabalham viajando o mundo afora, enquanto a criança passa a maior parte do tempo com a empregada e a professora Jane.

Em um determinado momento, os pais precisam se afastar por tempo indeterminado, deixando a garota aos cuidados da professora.Tudo que Anny leva consigo é um jogo de xadrez que ganhou do pai e seu ursinho de pelúcia, a Tiara. Ela  passa por todo tipo de dificuldades na casa dessa senhora, mas a vida surpreende a criança, colocando amigos especiais no meio de seu caminho. Apesar de tudo, ela se mantém firme e forte, orando todas as noites para que Papai do Céu a proteja, lhe dê paciência para esperar a volta dos pais.

O livro possui vários temas importantes: fé, amizade, arte. Em resumo, o livro nos ensina que a vida é como um jogo de xadrez mesmo: existem momentos em que você perde a partida, outros em que você vence. Mas no final, o que a gente leva mesmo é aprendizado. E todas essas fases da vida ficam mais fáceis quando não deixamos nada abalar nossa fé e nossos sonhos. Quando queremos algo do fundo do coração e fazemos tudo com amor, as coisas acontecem.

Enquanto eu lia, me peguei torcendo demais para que o futuro de Anny fosse brilhante, para que ela realizasse todos os seus sonhos. Enquanto eu lia, me enxergava um pouco nela, não por não ter tido a presença dos pais, porque isso graças a Deus eu sempre tive. Mas pelo fato de apesar das dificuldades, ela nunca ter deixado seus sonhos e sua fé se abalarem. Pelo fato dela ser tão forte, a ponto de perdoar quem mais lhe magoara. E isso são coisas que eu preciso mesmo aprender, por isso me identifiquei tanto com a história. Me surpreendi demais com o final! Realmente, é o tipo de livro que precisa estar na lista dos "É necessário ler antes de morrer."

E vocês, o que estão lendo? Me contem nos comentários, quero saber!

29/06/2015

São Paulo e teatro: Uma parte linda de mim

Gostaria de compartilhar com vocês uma paixão sem fim que tenho: São Paulo, a terra da garoa! É lá que tudo acontece. E é lá que se encontra meu sonho: O FSPA (Fernando & Sorocaba Produções Artísticas), onde eu almejo trabalhar um dia. Mas não é sobre esse sonho que eu gostaria de contar hoje. Queria falar sobre teatro.

Desde pequena eu gostei de falar, de descobrir histórias e tudo o mais (não foi atoa que eu entrei pra faculdade de jornalismo) e quando era criança, pensei seriamente em ser atriz. Mas toda vez que eu precisava falar em publico, eu travava. Sabia o que precisava dizer, mas minha voz não saía. Mas a paixão pelo teatro permaneceu comigo. E acasos da vida ou não, no primeiro semestre da faculdade tivemos uma noção de técnicas teatrais, até pra perder timidez e essas coisas todas. Experiência única! Quem sabe mais tarde eu ainda não faça artes cênicas...

Entrei de férias esta semana, e no último sábado (27),  minha mãe me convidou para ir São Paulo assistir "A última sessão" no teatro Raul Cortez. Mal sabia eu que uma das atrizes que mais admirei desde os tempos de criança estaria na peça: Laura Cardoso. E eu só me apaixonei mais ainda! 

O texto e direção ficou por conta de ninguém mais, ninguém menos que o incrível Odilon Wagner - sim, o vilão Heideguer de Malhação. E se vocês querem saber, sim, eu o conheci! - e no elenco, além da Laura contou com Nívea Maria, Etty Fraser, Sylvio Zilber, Miriam Mehler. Sonia Guedes, Gésio Amadeu, Yunes Chami, Gabriela Rabelo e Marlene Collé. Do elenco, eu consegui uma foto e abraços da maravilhosa Laura e da Nívea.

Segundo Odilon, a ideia de escrever a peça surgiu há cinco anos, pelo desejo dele de ver reunido em um mesmo palco um grupo de bons atores maduros. "Sempre tive uma ligação muito forte com a maturidade e me causa profundo desconforto o fato de seus valores não serem reconhecidos em nossa sociedade. Quando o indivíduo alcança o auge da sabedoria e capacidade, é posto de lado, como se não houvesse mais espaço pra ele. Como chamar alguém de idoso aos sessenta anos, quando hoje aos oitenta, vemos pessoas ingressando em universidades, se reencontrando afetivamente, trabalhando normalmente? É assim também no teatro e na televisão, nossa dramaturgia está ficando cada vez mais juvenil, não há muitas oportunidades para atores mais maduros, não há mais histórias de amor entre pessoas maduras. Era sobre isso que eu queria escrever, os valores e o amor na maturidade, com personagens entre 75 e 85 anos."

Rimos do começo ao fim! Quando a Laura entrou no palco eu não aguentei: Me emocionei mesmo, ri e chorei ao mesmo tempo. Ela é maravilhosa! Não é atoa que possui quase 70 anos de carreira! Confiram alguns cliques que fizemos. As fotos são minhas e da minha prima Luana Guerreiro (Feitas pelo celular gente, perdoem a má resolução)

Preciso dizer: todo amor do mundo pra essa mulher com quase 70 anos de carreira: Laura Cardoso (♥)

Mamãe e eu só na espera para prestigiar nossa Laura linda!

Família!

Itapira representou bonito! Foi uma honra conhecer tanta gente que também gosta de uma boa peça de teatro!

Nossa diva, maravilhosa: Gente, que mulher, que atriz! Eu não consigo nem descrever minha felicidade de ter conhecido esse ser humano! Quando eu fui abraça - la falei "Laura, eu já era apaixonada, mas estou mais ainda por você! Sua benção!" Ela sorriu pra mim e respondeu "Quanto carinho minha menina, que Deus te abeçoe! Tão novinha e já gosta de um teatro..." Vontade de morder, gente! (♥)

Nívea Maria: talento e simpatia em pessoa!

E claro que antes de sair, a Martinha pediu uma selfie né!
A lembrança de um sábado mais que especial: o ingresso (♥)

Esse é o cara! Simpático demais, fofo demais! "Tô sendo muito malvado lá em Malhação né?!" Eu respondi "É. Tem dias que eu só quero cortar seu pescoço!" HAHAHA demais gente <3



Espero que tenham gostado, foi uma experiência única pra mim. E vocês, me contem nos comentários: O que estão fazendo ou planejando fazer nessas férias?  Livros, filmes, séries, teatro... Quero saber!

Um beijo! :* 

26/05/2015

Parceria entre Casa das Artes e APAE beneficiam alunos com projeto musical

O projeto de Musicalização da Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE) de Itapira, SP, que começou em 2014 com o nome “Um ritmo diferente”, idealizado por meio de verbas vindas do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), vem beneficiando por meio de projetos musicais. Todos os projetos vindos desse conselho têm durabilidade de um ano. Por falta de verba, o projeto precisaria ser interrompido.
Rose Martucci, diretora da APAE procurou a Casa das Artes para viabilizar uma possível parceria, já que o professor contratado para o início do projeto era de lá. A diretora conta mais sobre como aconteceu esse processo.


Um desafina daqui, outro de lá, mas no final o resultado é surpreendente. Luís conta com alegria como tem sido essa experiência. “São seis turmas, três no período matutino e três no período vespertino. No total são 80 crianças. Esse foi meu primeiro contato com crianças especiais. Dou aula pra crianças, mas com eles eu precisei ser mais didático, trabalhar mais concentração. Está sendo muito gratificante pra mim, aprendo muito com todas elas, é bonito ver a vontade que elas têm pra aprender as músicas.”


Os pequenos esperam ansiosamente pelas sextas – feiras para aprender novas canções (Foto: Bárbara Cintra)

César Lupinacci, diretor da Casa das Artes, comentou sobre a importância da música na vida, especialmente com as crianças.

Emocionada, Rose contou a história do pequeno Gabriel, um aluno autista que no decorrer das aulas, se desenvolveu bastante, a ponto de reproduzir em casa o que aprendia nas aulas. “A Cláudia, mãe do Gabriel, resolveu filmar sem que ele notasse e mostrou pra gente. Ficamos muito felizes em saber dessa evolução e do quanto as crianças gostam tanto da música quanto do professor. Seria triste que o projeto acabasse.”
Luis Giovelli, professor de música cedido pela Casa das Artes e que ensina aos pequeninos há dois anos, enfatiza a importância de se manter o projeto por bastante tempo e do quanto mostrar o maior número de gêneros musicais possíveis é essencial.

As aulas acontecem todas as sextas-feiras na própria APAE, durante todo o ano letivo. A próxima parceria será no dia dos pais. A música a ser trabalhada ainda não foi escolhida pelos alunos,

25/04/2015

Projeto “Mãos Que Cantam” traduz músicas para língua de Libras.

O projeto “Mãos Que Cantam” surgiu em 2014 quando Marcelo Guti decidiu traduzir para a Língua Brasileira de Sinais (Libra) músicas conhecidas do público. Após o sucesso de visualizações, o jovem criou o projeto incentivando outras pessoas a utilizar a música como uma forma de se comunicar através dessa língua. Hoje seu canal no YouTube possui 218.000 de visualizações.
Desde pequeno, Marcelo percebeu que suas mãos tinham uma utilidade muito grande para ele. Era com elas que ele conseguia indicar para sua mãe quando o leite estava muito quente. Também as usava para explicar para seu pai qual brinquedo preferiria ganhar no Natal. Suas mãos, ele notou, eram meios de comunicação muito eficientes, mais do que sua voz, que saía com alguma dificuldade. E eram também um meio de saber o que seu pai e sua mãe queriam dizer, quando, por exemplo, batiam de leve nos seus dedos para alertar para o garfo fora do prato.
Marcelo e suas mãos cresceram assim, um completando o outro. As mãos de Marcelo sempre mais espertas e comunicativas que as das outras pessoas. Até que um dia, Marcelo descobriu que suas mãos podiam ir mais além. Ensinaram a Marcelo que suas mãos poderiam se tornar cantoras, levando música para as pessoas.
Marcelo Guti em apresentação em uma escola (Foto: Arquivo Pessoal)

“Iniciei na Libras em 2008. Comecei como voluntário na igreja, e como sempre fui do mundo artístico/musical e também eclético, comecei a gravar vídeos de musicas em Libras e postar no YouTube, sem pretensão nenhuma”, conta Marcelo. Em 2013 ele fez aulas de teatro para aprimorar as expressões faciais e corporais, fundamentais para a comunicação com o público de Libras.

“Comecei a fazer vários estilos de musicas que eu gostava, e ao fazer Lepo Lepo e Beijinho no Ombro tive uma surpresa, causei um boom na Comunidade Surda de todo país pois nunca teve funk ou axé em Libras! Até então tinham preconceito cultural a respeito desses ritmos”.  O vídeo mais visualizado até agora foi o “Beijinho no Ombro”, com mais de 35 mil visualizações.
Marcelo nunca imaginou que sua iniciativa fosse dar certo, até que em abril do ano passado, ele foi convidado para participar da Reatech – Feira Internacional de Tecnologias para Deficientes, na Expo Imigrantes. O sucesso foi tanto que no Facebook criaram um Fã Clube para ele, o “ Fã Clube Marcelets” que hoje contam 1500 membros. Foi desse retorno da comunidade surda que nasceu o projeto “Mãos Que Cantam” onde ele traduz musicas de todos os estilos. Escute o relato de Marcelo no player abaixo

Rodrigo Andrade, ex-aluno da PUC-Campinas e portador de necessidades especiais auditiva, conta que nunca ouviu falar do projeto, mas que acha a iniciativa muito importante “É fundamental que quem seja portador de necessidades especiais auditivas tenham essa liberdade de escolher um ritmo musical preferido e, mais do que isso, que sejam inclusos em várias áreas da sociedade, não apenas na música.”
Aluna tira foto de Marcelo Guti durante apresentação (Foto: Arquivo Pessoal)
A Libra tem estrutura própria, gramática e é uma língua como qualquer outro idioma. Foi oficializada no Brasil em 24 de abril de 2002, reconhecida como a Segunda Língua Oficial do País pela Lei Federal n. 10.436. A profissão de Tradutor-Intérprete foi reconhecida em 2010. Hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem mais de 10 milhões de surdos, e só São Paulo são mais de 200 mil.
“Às vezes as pessoas perguntam ‘Como música para quem não ouve?’ A Libras é totalmente visual, então eles curtem muito. Gostam também da música em sua totalidade. Já desfilei com surdos em escola de samba, eles sentem a vibração do som na pele, e conseguem acompanhar o ritmo por essa sensibilidade. Existem baladas e DJs surdos no mundo todo, conheço e frequento todos os eventos. Anualmente tem a Sencityque é realizada em São Paulo, e tem uma plataforma no chão que vibra conforme a música, e nos palco há a presença de intérpretes para traduzirem as musicas. Tem DJs deficientes visuais, e o Signmark que é um surdo finlandês que canta em língua de sinais e vem sempre para participar do evento”, relata Marcelo

23/04/2015

Jornalismo: Uma paixão á parte!

Como muitos já sabem, estou no último ano de Jornalismo. Então, resolvi nesse post de hoje, mostrar pra vocês algumas matérias que fiz na faculdade, para disciplina de Tele A e B!

Preciso confessar a vocês que nunca fui muito fã de telejornalismo. Sempre tive uma certa timidez em frente as câmeras, embora eu me comunique bem com as pessoas. Gosto muito mais do papel.

As matérias aqui não ficaram como eu gostaria, alguns erros daqui, de lá.. Mas no final das contas, o que a gente leva é aprendizado né?

Espero que vocês gostem de saber um pouquinho mais de mim! Críticas são bem vindas, viu?!

TJPUC - Time de Base / Vôlei 

TJPUC - Arte no Campus / Teatro 

28/03/2015

Jornalismo dominando meu tempo....

Ser universitário não é muito fácil, todo mundo sabe. Agora, imaginem pra quem está no último ano do curso! Sim, esta é minha situação nesse 2015, por isso manter o Caixinha está tão difícil!

Vim aqui hoje pra contar pra vocês que vou deixar registrado aqui várias das matérias que eu fizer na faculdade. Assim, além de manter vocês informados sobre várias coisas bacanas, vocês conhecem mais um pouquinho de mim e da minha rotina. A começar por hoje!

Vocês já ouviram falar da ação "Hora do Planeta"? Então eu vou contar pra vocês.


Hora do Planeta é um movimento em que empresas e pessoas apagam as luzes por um hora para mostrar apoio ao combate às mudanças climáticas. Organizado pela Rede WWF, a Hora do Planeta 2015 vai marcar o nono ano da campanha.  A primeira edição aconteceu em 2007 na Austrália atraves da Rede WWF-Austrália e levou mais de 2,2 milhões de pessoas e 2.000 empresas a apagar as luzes por uma hora mostrando seu apoio ao combate às mudanças climáticas



No Brasil, 151 cidades participam do movimento, 61 apenas no estado de São Paulo e entre elas a cidade de Campinas. Os shoppings Dom Pedro e Campinas Shopping e também as franquias do McDonald’s participam pelo quinto e sétimo ano consecutivo, respectivamente.


Conversei com duas alunas que assim como eu, estão no quarto ano de jornalismo lá da PUC Campinas. Giselle Reis contou que faz muito mais do que apenas apagar as luzes por uma hora. “Eu tomo algumas atitudes, como lavar roupa apenas quando há roupa suficiente para encher a máquina inteira, evito tomar banhos longos e mantenho sempre que possível ele na chave de verão, raramente permaneço com a luz acesa em casa, dou preferência para o meu abajur que tem uma lâmpada menor e por isso consome menos”, disse. Ouça no áudio abaixo.



Também aluna de jornalismo, Gabrielle Mazzetti participa do Hora do Planeta há quatro anos conta que costuma acender uma vela nessa intervalo de tempo e rezar. “Agradecer por toda essa energia que o planeta nos proporciona diariamente, toda essa força e ao mesmo tempo como um pedido de desculpas, porque cada dia o ser humano está extrapolando mais os limites da terra”. Gabrielle aproveitou a oportunidade para deixar um alerta. “Nós precisamos ficar atentos, prestar atenção nos impactos que estamos causando ao nosso redor. Cuidar do planeta nunca é demais e sabemos que cada dia fica mais difícil cuidar dele. Então, precisamos ficar mais conscientes.”

Com sede na Suíça, a Rede WWF é composta por organizações e escritórios em diversos países que têm como característica o diálogo com todos os envolvidos na questão ambiental. É considerada, atualmente, uma das mais respeitadas redes independentes de conservação da natureza.

10/02/2015

Literatura: uma paixão que não tem fim

Muita gente veio me perguntar o que eu tenho feito nas férias, então, resolvi dividir um pouco mais das coisas que eu gosto com vocês. 

Com a correria da faculdade, estava sem tempo pra ler. Aproveitei esses quase dois meses de recesso pra colocar ordem na casa. 

A minha paixão por livros começou ainda pequena, minha tia avó era professora de literatura em uma escola aqui da cidade. Sempre que eu chegava na casa dela havia uma pilha de livros na escrivaninha e eu, curiosa como era, sempre pegava um daqueles livros e folhava, mesmo sem entender nadinha do que estava escrito.

Mas, sem enrolação e indo direto ao assunto, eu li quase uns dez livros nessas férias. E ainda tenho mais alguns dias e pode ser que o número aumente.

Vou começar contando de um livro que me prendeu demais! Suicidas, do Raphael Montes. Antes, preciso compartilhar com vocês que tive o prazer de encontra - lo pessoalmente por duas vezes! A primeira foi na Flipoços, e eu quase tive um mini ataque cardíaco. A segunda foi na Bienal do Livro, em São Paulo (E quase foi outro ataque cardíaco da mocinha aqui). Confesso que o tipo de história que o Raphael escreve nunca foi meu preferido, mas aí a galera do Clube do Livro Outra Xícara , Por Favor, (do qual faço parte e vou falar sobre eles pra vocês em outro momento) , falaram tanto do livro, que eu meio que fui convocada a ler e não deu outra: Me Apaixonei! O livro conta a história de nove jovens universitários, que residem no Rio de Janeiro, e que resolvem participar de uma roleta- russa. E o final... Surpreendente!


"Cometer suicídio é como se tornar um deus por alguns segundos. Acabo de me dar conta disso." 
(Pág 109)


Outro livro muito bacana que eu li foi da Isabela Freitas, Não Se Apega, não. Ganhei de Natal da namorada do meu irmão e confesso meninas, foi um belo tapa na minha cara! E parece que a Isabela conversava comigo sabe, que ela conhecia tudo da minha vida. Ainda vou conhecer essa mulher e falar "Amiga, vamos conversar porque olha, tá fácil não!" E vale muito a pena ler, viu?






"Porque temos tanto medo de ficar a sós em nossas próprias companhias? A psicologia explica: tudo que você espera que o outro faça por você quando está em um relacionamento é exatamente o que você não faz por si mesmo. É como se você jogasse a sua felicidade no colo do outro e dissesse 'Toma, agora você é o responsável por ela. Me faça feliz'. E é aí que está todo o problema. Você deve primeiro aprender a ter êxito satisfazendo as suas necessidades para depois se relacionar com alguém. Só é feliz a dois quem já é feliz sozinho." ( Não Se Apega, Não - Págs 38 / 39)


"Mas nunca é tarde demais para tirar da sua vida pessoas que só fazem figuração. Pessoas que nunca participam das cenas principais, nunca participam dos seus melhores sorrisos, das lágrimas mais sinceras, dos gritos que libertam. Tenha a seu lado somente aqueles que tornarão o seu filme inesquecível e único. Não insista em dar oportunidade áqueles que já tiveram inúmeras chances e as desperdiçaram todas as vezes. Chances não devem ser jogadas no lixo como se fossem descartáveis. Para os capazes, apenas uma chance basta." (Não Se Apega, não - Pág 121)


Agora, se você é como eu, que gosta de uma história que emocione do começo ao fim, que curte essa história de romance e tal, leia "Como eu era antes de você" da Jojo Moyes. Eu li e chorei do começo ao fim! Conta a história de Louisa Clark, uma mulher que não tem muitas ambições. Levando uma vida simples, morando com os pais, irmã , o sobrinho caçula e o avô, ela se vê precisando de um novo emprego quando a cafeteria onde trabalha fecha as portas. O que ela não imagina é que ser cuidadora do tetraplégico Will Traynor vai mudar a sua vida para sempre. E não vou contar mais nada, porque esse é o tipo de livro que você precisa ler. É o tipo de história que faz você pensar mil vezes na sua vida.

"O pior de se trabalhar como cuidadora não é o que as pessoas pensam. Não é carregar e limpar a pessoa, os remédios e os lençóis de limpeza e o distante, mas de algum modo sempre perceptível, cheiro de desinfetante. Não é nem o fato de quase todo mundo achar que você faz isso porque não tem inteligência suficiente para fazer qualquer outra coisa. O pior é o fato de que, quando se passa o dia inteiro num estado real de proximidade com outra pessoa, não há como escapar do estado de humor dela. E nem do seu próprio." (Pág204)


E esses dois livros aqui! Eu estava em uma ansiedade sem fim pra ler e aí ganhei um da minha mãe e um da minha madrinha. Como alguns de vocês sabem, sou apaixonada por música sertaneja desde pequena. Cresci ouvindo João Paulo & Daniel, Leandro & Leonardo e todo resto dos "Amigos". Saber mais da vida dos dois, entender a morte do João Paulo (que morreu em uma acidente de carro, quando eu era ainda criança) me fez admirar ainda mais o Daniel, por tudo que ele passou e não desistir de cantar. Eu conheci o Daniel com 12 anos, foi meu presente de aniversário, me lembro bem. Vivia mandando cartas e mais cartas e recebi vários postais de presente, um inclusive autografado por ele, me desejando Feliz Aniversário. O livro do Leonardo é tão surpreendente quanto, a forma como a vida dele é narrada é muito gostosa, você se sente sentado frente a frente com ele, conversando mesmo. E essa é a melhor sensação pra um leitor, sentir que de alguma maneira está ali, fazendo parte daquilo tudo. Pra quem gosta de sertanejo como eu, vale muito a pena ler.

Mimos ♥.

Agora, um livro da minha área, da minha futura profissão: Corta pra mim, do Marcelo Rezende. Gente do céu, tiro o chapéu pra esse jornalista. É cada história que a gente nem acredita. Eu nunca me imaginei trabalhando em televisão, mas lendo as histórias do Marcelo, pensei seriamente.Quem sabe mais pra frente eu conto o que decidi pra vocês.


Espero que tenham gostado de saber um pouco mais do que eu fiz nessas férias! E vocês, o que estão lendo? O que preferem ler? Deixem aqui nos comentários! 

Beijos da ~Babi*