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18/12/2015

Para todos os garotos que já amei, Jenny Han

Lara Jean é uma garota que está entrando na adolescência e gosta de guardar coisas - confesso que me senti muito parecida com a personagem nesse quesito - como cartas de amor. Mas não essas cartas que de vez em quando a gente recebe de algum admirador secreto. São cartas que ela mesma escreveu para todos os garotos por quais já se apaixonou. Cinco no total.

"De todas as coisas que guarda, acho que posso afirmar que as cartas de amor são meus bens mais preciosos. Guardo - as em uma caixa de chapéu azul petróleo, que minha mãe comprou para mim em um brechó no Centro. Não são cartas que outra pessoa escreveu para mim; não tenho nenhuma assim. São cartas que eu escrevi. Uma para cada garoto que já amei - cinco ao todo."

Lara nunca enviou as cartas para nenhum dos destinatários. Ela simplesmente escreve para matar todo esse sentimento que guarda dentro de si.

"Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam."

Mas de uma forma misteriosa, todas as cartas são enviadas para os cinco garotos. E aí começa uma confusão danada na vida de Lara Jean.


O mais interessante do desenrolar da história é que não é contado apenas os embaraços amorosos em que a personagem se mete após as cartas serem entregues - ela se envolve em um relacionamento de mentira com um desses garotos - , mas também conta da relação dela com a família, principalmente com a irmã mais velha, Margot, que passa em uma faculdade em outro estado e precisa ficar longe de casa logo no início da trama, fazendo com que Lara tenha que se adaptar a nova responsabilidade de cuidar da irmã mais nova, Kitty.

"Existe um tipo específico de briga que só se pode ter com uma irmã. É o tipo em que se dizem coisas e não dá para voltar atrás. Você diz porque não consegue evitar, porque está com tanta raiva que tudo sobe pela garganta e saí pelos olhos; você está com tanta raiva que não consegue enxergar direito. Vê tudo vermelho."

A narrativa é bem leve e tranquila. Se você é o tipo de pessoa que gosta de romance e humor, esse é o livro certo!

Verdade seja dita: se eu contar muito do livro, eu vou acabar dando spoiller, então eu aconselho vocês a lerem. Não vão se arrepender! E pra quem se interessou, foi divulgada a data de lançamento da continuação dessa história "PS: Ainda amo você": 11 de janeiro de 2016! (Eu acho que vou ficar pobre, apenas)


Como eu citei acima, me identifiquei muito com a Lara, porque eu também sou do tipo de pessoa que se sente mais aliviada escrevendo cartas para os caras que já amei. No site do livro (Clique Aqui) você também pode escrever sua carta e até imprimir os papéis e escrever sua carta á mão. Os papéis de carta são lindos! Vou compartilhar a minha carta com vocês. Fiz uma carta para todos, todinhos os garotos que já amei. Inclusive o que estou amando atualmente.

Para todos que já partiram meu coração, | Para todos os garotos que já amei

03/12/2015

Samanta Galvão: espionando os segredos da escritora

Em um sábado a tarde, eu e mais três amigos nos reunimos em uma cafeteria aqui da cidade pra entrevistar uma jovem escritora. Consegui o contato dela através da Fã Page do livro. Trocamos muita ideia antes mesmo de marcar a entrevista - o que é que a tecnologia não nos proporciona hoje em dia? – e logo de cara percebi que eu não tinha ganhado só mais uma nova entrevistada, mas sim uma amiga. 

Samanta Galvão tem apenas 21 anos e lançou recentemente seu primeiro livro “Uma grande espiã” (Em breve a gente solta a resenha do livro por aqui!) O bate papo foi muito descontraído, com direito a muitas risadas e muita comida boa! Samanta é uma pessoa muito alegre e contagia todo mundo com sua simpatia e simplicidade. Confira abaixo a entrevista que a gente realizou! 

Caixinha: De onde surgiu sua paixão pela escrita? 
Samanta: Acho que foi quando eu comecei a ler igual louca com meus quinze anos e não tinha livros suficientes pra ler, ou aquelas histórias que tinham eu não gostava e aí eu comecei a criar uma própria história. 
Caixinha: Alguém de dentro da sua casa te incentivou a ler e escrever? 
Samanta: Minha tia, ela era a única na minha casa que lia, pelo menos eu não via mais ninguém da família lendo. Foi minha tia que deu nome pra mim, inspirado em uma personagem de um livro...
Caixinha: E como foi o processo de produção do livro? 
Samanta: Como eu não o escrevia todos os dias ficava até um mês sem escrever...Demorou dois anos pra ele ficar pronto. 
Fui pra uma entrevista e ganhei uma amiga!
Caixinha: Como conseguiu a parceria com a editora Giostri pra publica – lo? 
Samanta: Não foi difícil, eu só precisava encontrar a pessoa certa pra conversar sobre. No ano retrasado eu fui a um evento literário em Campinas. Nesse dia, conversei bastante com duas escritoras sobre parcerias com editoras e tudo o mais. Mandei pra duas editoras e as duas aceitaram a ideia do livro, mas a Giostri era mais em conta. 
Caixinha: Você escreve “Fanfics” né? Isso foi uma das coisas que te inspirou a escrever o livro? 
Samanta: Sim. E tinha bastante acesso até. As pessoas ficavam enlouquecidas, pedindo continuação das histórias e isso me deu um gás enorme. Foi aí que caiu a minha ficha de que eu realmente gostava de escrever. O mais gostoso era receber essas respostas das pessoas. 
Caixinha: Tem gente pedindo a continuação desse seu primeiro livro? 
Samanta: Tem. Na verdade eu não sabia como terminar o livro. Porque é sempre assim, ou você não sabe começa, ou começa e não sabe como terminar. Quando eu terminei de escrever eu me dei conta que ia ter que ter uma continuação. Eu quero uma coisa maior, então vai demorar mais tempo. 

“Uma grande Espiã” pode ser adquirido diretamente com a autora pela Fã Page (Clique Aqui), na banca do Supermercado Antonelli e pelo site da editora Giostri (Clique Aqui). O custo é de R$ 35.