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17/08/2015

Os mistérios de Suicidas

Henry David Thoreau elaborou uma frase, com a qual concordo plenamente. Deparei-me com ela no filme: Into de Wild, ou, em português, Na natureza selvagem. A oração dizia: “A felicidade só é real quando compartilhada”.
Foi desta forma que nos conhecemos, dentro de um ônibus, na volta cotidiana de Campinas à Itapira, que iniciamos compartilhar a cada um pouco de nossas vidas, e criando uma linda amizade! Desde conversa, trocamos conhecimentos musicais (fui “laçado” pelas cordas de viola e violão do sertanejo, som popular e cultural da cidade).
Bárbara, 23 anos, cursando jornalismo, fã assídua de sertanejo despertou em mim algo que sempre esteve presente, porém pouco manifesto: o gosto pela literatura! Trocamos contatos, e em alguns dias depois estávamos conversando dentro de uma cafeteria sobre tudo!
Nesta noite, realizamos aquilo que Thoreau dissera e que expus anteriormente de novo, mas desta vez fora em forma escrita: Bárbara compartilhou seu livro autografado pelo autor Raphael, Suicidas; em troca, compartilhei um grande presente ganho de uma amiga, Jogando Xadrez com os Anjos!


Como gosto de livros que despertam o interesse por seu suspense e a necessidade de utilizar o cérebro para desvendar os mistérios presentes nele, além daqueles que abordam uma realidade social de modo diferente da de costume, gostei muito da leitura de Suicidas (como fora o livro que li mais rápido em toda minha vida). Para quem gosta de um romance policial, é uma dica, não, melhor, um conselho: largue a página do seu facebook, esqueça seu whats e leia. Garanto que não irão se arrepender!
De modo inédito (como anunciou a fofa da Bárbara), deixarei um breve resumo de como é o livro e a história contida nele. Aproveitem!

Escrever
Um livro, mas pra quê?
Se no Brasil quase ninguém lê...
Esse era o dilema de Alessandro,
Dia a dia anotando
Tudo que ele via
Tudo que dizia
Ele e seus amigos
Até papo com inimigos
Feitos na jogatina
Dois homens e uma menina
Uma tragédia
Uma nova sina
Que mudou uma vida
De um amigo
De infância
Que vivia na discrepância
Um médio, outro rico
Bolaram um plano
Um perigo
Eram oito
Foram nove amigos
Sua vida no gatilho
Seu amigo
Pai de dois filhos
Duas mulheres no caminho
Juntos nesse impe cílio
Relação sexual
Revelou o amor homossexual
Fim do rosto, de um cílio
A vida por um tiro
Em troca de um livro.

11/08/2015

O livro que todo mundo deveria ler.

Tudo começou dentro de um ônibus. Durante o primeiro semestre desse 2015, eu precisei frequentar algumas aulas no período contrário ao meu turno (faço faculdade pela manhã) e foi lá que eu conheci o Samuel. 

Ele cursa Ciências Sociais, tem 19 anos e entre uma conversa e outra, descobrimos que temos mais em comum do que imaginávamos: Samuel é tão apaixonado por literatura quanto eu.

O semestre acabou, mas quem disse que a amizade precisava acabar? Trocamos nossos números de telefone, redes sociais e continuamos a trocar ideias sobre livros, música (descobri que tenho uma queda enorme por samba / pagode gente! Em outro post conto pra vocês a respeito) e mais do que isso: sobre como fazer a diferença na vida das pessoas.

Sugeri então que mais do que simplesmente trocar ideias sobre literatura, que a gente descobrisse mais um do outro. Decidimos trocar livros. Acho que quando lemos algo que um colega gosta, a gente acaba desvendando um pouco do que ele é, enfim.

Fiquei perdida em meus pensamentos sobre qual livro eu emprestaria ao Samuel. Queria algo que também agradasse a ele. Pensei, repensei... E cheguei a conclusão de que ele tinha que ler "Suicídas", do meu escritor brasileiro preferido: Raphael Montes. Sem jogar confetes, mas esse cara é genial gente! Com 17 anos - sim, novinho de tudo assim - ele escreveu essa história, que em breve,  o Samuel irá contar pra vocês aqui ( já adianto que será de uma maneira inusitada). E ele? Ele me emprestou um livro tão fantástico quanto esse do Raphael. Escrito por Fabiane Ribeiro, o livro se chama "Jogando Xadrez com os Anjos"

Ressalto que, mais surpresa com a história, fiquei com o poema que o Samuel gentilmente escreveu para mim no dia em que fomos a uma cafeteria recém inaugurada aqui da cidade trocar nossos livros. Samuel participa do Varal de Poesias aqui de Itapira, que nesse ano completou - se uma década de existência. Recentemente, eles lançaram o livro ( e é claro que eu marquei presença e até ganhei um exemplar autografado!)

"A vida é como um jogo de xadrez: ás vezes você ganha, ás vezes você perde." (Foto: Bárbara Cintra)
Anny, é uma garotinha que tem todo conforto do mundo, mas não o que é essencial na vida de uma criança: a presença dos pais. Esses trabalham viajando o mundo afora, enquanto a criança passa a maior parte do tempo com a empregada e a professora Jane.

Em um determinado momento, os pais precisam se afastar por tempo indeterminado, deixando a garota aos cuidados da professora.Tudo que Anny leva consigo é um jogo de xadrez que ganhou do pai e seu ursinho de pelúcia, a Tiara. Ela  passa por todo tipo de dificuldades na casa dessa senhora, mas a vida surpreende a criança, colocando amigos especiais no meio de seu caminho. Apesar de tudo, ela se mantém firme e forte, orando todas as noites para que Papai do Céu a proteja, lhe dê paciência para esperar a volta dos pais.

O livro possui vários temas importantes: fé, amizade, arte. Em resumo, o livro nos ensina que a vida é como um jogo de xadrez mesmo: existem momentos em que você perde a partida, outros em que você vence. Mas no final, o que a gente leva mesmo é aprendizado. E todas essas fases da vida ficam mais fáceis quando não deixamos nada abalar nossa fé e nossos sonhos. Quando queremos algo do fundo do coração e fazemos tudo com amor, as coisas acontecem.

Enquanto eu lia, me peguei torcendo demais para que o futuro de Anny fosse brilhante, para que ela realizasse todos os seus sonhos. Enquanto eu lia, me enxergava um pouco nela, não por não ter tido a presença dos pais, porque isso graças a Deus eu sempre tive. Mas pelo fato de apesar das dificuldades, ela nunca ter deixado seus sonhos e sua fé se abalarem. Pelo fato dela ser tão forte, a ponto de perdoar quem mais lhe magoara. E isso são coisas que eu preciso mesmo aprender, por isso me identifiquei tanto com a história. Me surpreendi demais com o final! Realmente, é o tipo de livro que precisa estar na lista dos "É necessário ler antes de morrer."

E vocês, o que estão lendo? Me contem nos comentários, quero saber!